quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nossos 2 Tipos de Sonhos




A MENTE E SEU PODER...


Gurdjieff nos informa que temos dois tipos de sonhos. O primeiro tipo é aquele que temos quando vamos dormir; este tipo não tem maiores conseqüências, pois seus problemas (pesadelos, por exemplo) terminam quando acordamos do nosso período normal de sono. O segundo tipo de sonho é aquele que temos após acordarmos de nosso período normal de sono; este "sonhar acordado" é um sonho hipnótico que nos molda todos os atos que temos, no chamado "período de vigília"; esta situação hipnótica nos foi impingida desde o nosso nascimento pela sociedade que nos cerca, começando pelos pais e, posteriormente, se estendendo para os amigos, professores, parentes, conhecidos, grande mídia, etc.

Você pode pensar que estou exagerando neste aspecto, e que você possui um total livre arbítrio para enfrentar o seu meio livremente. Mas não é bem assim. Tome, por exemplo, o nosso sentido da visão. Nós não enxergamos com os olhos: a informação visual passa a existir para nós apenas após sua decodificação por um lugar do cérebro (local totalmente escuro! Uma câmara escura...) chamado de córtex visual. Porém, durante o trajeto dos olhos até o córtex visual, a informação luminosa sofre uma edição (uma auto-censura) de acordo com os conceitos que aceitamos como verdadeiros desde o nosso nascimento (nossos pré-conceitos). Essa edição das imagens visuais pode ser bastante severa. Quem assistiu o filme "Quem somos nós?", por exemplo, irá lembrar-se do fato ocorrido com os índios, quando da chegada de Cristóvão Colombo na América: os índios não conseguiam ver, inicialmente, as enormes caravelas de Colombo, estacionadas próximas da praia! Os índios nunca tinham visto uma caravela e, porisso, não conseguiam enxergá-las, apesar de estarem em frente às suas vistas; a edição visual era total no trajeto entre os olhos e o córtex cerebral desses índios. Esse tipo de acontecimento continua ocorrendo rotineiramente hoje em dia conosco; alguém que não acredita, piamente, em discos voadores, pode ter dificuldade em os enxergar, apesar de estarem na sua presença. Certos objetos conhecidos, que tenham um buraco ocasional, podem ser enxergados sem esse buraco, devido a essa nossa edição visual; um editor/revisor pode detectar facilmente erros ortográficos que um escritor tinha certeza que não existiam na sua redação (pois o escritor realmente as palavras erradas, escritas por ele, da forma certa); etc etc.

Quando conseguimos acordar de nossos sonhos hipnóticos (e de nossos sonhos normais do período normal de sono) podemos passar a ter o que é conhecido como sonhos lúcidos, em que a realidade que nos cerca passa a ser percebida de uma forma mais real, consciente e verdadeira. Algo parecido com a vivência de um desdobramento astral consciente.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O que é o Sonho?

O sonho é uma experiência que possui significados distintos se for ampliado um debate que envolva religião, ciência e cultura. Para a Ciência, é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, não se sabe com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

Sonho e Freud

Foi em 1900, com a publicação de A Interpretação dos Sonhos[1], que Sigmund Freud (1856-1939) deu um caráter científico à matéria. Naquele polêmico livro, Freud aproveita o que já havia sido publicado anteriormente e faz investidas completamente novas, definindo o conteúdo do sonho como “realização dos desejos”. Para o pai da psicanálise, no enredo onírico há o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o significado), este último realmente importante. A fachada seria um despiste do superego (o censor da psique, que escolhe o que se torna consciente ou não dos conteúdos inconscientes), enquanto o sentido latente, por meio da interpretação simbólica, revelaria o desejo do sonhador por trás dos aparentes absurdos da narrativa.

Sonho e Jung

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), baseado na observação de seus pacientes e em experiências próprias, tornou mais abrangente o papel dos sonhos, que não seriam apenas reveladores de desejos ocultos, mas sim, uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação. Ou seja, alguém masculinizado pode sonhar com figuras femininas que tentam demonstrar ao sonhador a necessidade de uma mudança de atitude. Na busca pelo equilíbrio, personagens arquetípicas interagem nos sonhos em um conflito que buscam levar ao consciente conteúdos do inconsciente. Entre essas personagens, estão a anima (força feminina na psique dos homens), o animus (força masculina na psique das mulheres) e a sombra (força que se alimenta dos aspectos não aceitos de nossa personalidade). Esta última, nos sonhos, são os vilões. Um aspecto muito importante em se atentar nos sonhos, segundo a linha junguiana, é saber como o sonhador, o protagonista no sonho (que representa o ego) lida com as forças malignas (a sombra), para se averiguar como, na vida desperta, a pessoa lida com as adversidades, a autoridade e a oposição de idéias. Jung aponta os sonhos como forças naturais que auxiliam o ser humano no processo de individuação.

Ao contrário de Sigmund Freud, as situações absurdas dos sonhos, para Carl Gustav Jung, não seriam uma fachada, mas a forma própria do inconsciente de se expressar. Para o mestre suíço, há os sonhos comuns e os arquetípicos, revestidos de grande poder revelador para quem sonha. A interpretação de sonhos é uma ferramenta crucial para a psicologia analítica, desenvolvida por Jung.

Abordagem psicológica

Os sonhos seriam uma demonstração da realidade do inconsciente. Sendo estudados corretamente pode-se descrever, ou melhor, conhecer o momento psicológico do indivíduo. Fazendo uma analogia séria como uma "fotografia" do inconsciente. Por isso, o sonho sempre demonstra aspectos da vida emocional. Os sonhos têm uma linguagem própria. Pensemos no seguinte exemplo: Ao ver duas pessoas estrangeiras que falam um idioma que não é do nosso conhecimento, nunca diriamos que elas não sabem falar. Na verdade, o problema é que não conhecemos aquela língua (sua estrutura, sua gramática, etc). O mesmo acontece com os sonhos. Sua linguagem são os símbolos. Para entender seus variados conteúdos, temos que estudar os símbolos. Utilizando-se do conceito de "complexos" e do estudo dos sonhos e de desenhos, Carl Gustav Jung passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. Em sua teoria, enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Como Recordar Experiências do Sono?

O sonho é enigmático independente da corrente filosófica ou religiosa. Ele pode revelar; experiências fora do corpo, viagens no tempo, premonições, contatos com os mortos... pois apesar do corpo físico estar a descasar, acredita-se que a alma esteja em plena atividade.



Podemos ter duas, três ou mais experiências numa só noite, mas infelizmente, dificilmente conseguimos recordá-las.


Existem várias técnicas que podem ser utilizadas para auxiliar o aprendiz a recordar as suas experiências durante o sono, ou pelo menos torná-las mais vívidas, realísticas. Vamos apresentar duas das mais conhecidas e utilizadas no campo místico.

MÉTODO DE W.E.BUTLER
FAÇA A SUA
EXPERIÊNCIA:

Antes de dormir, deitado na sua cama, imagine-se avistando e atravessando um arco (portal) de pedra. Neste mesmo arco há uma cortina (um véu) multicolorido com uma abertura no meio. Pegue cada metade com uma das mãos e abra a cortina com a intenção de transpor o portal. (isto simboliza entrada em outra dimensão). Do outro lado, visualize uma paisagem desértica. Caminhe na areia e aviste um templo cercado por uma muralha.


Entrando pelo portão da muralha, você encontrará um lindo e calmo jardim. Diante de um belo templo. Deite-se na grama. Contemple o jardim. Programe-se para: dormir e lembrar-se de todo que sonhar e vivenciar durante o sono.


E para o despertar, programe-se para: sair do jardim pelos portões da muralha. Você também deverá atravessar o deserto e sair pelo portal com o véu multicolorido, só então abrirá os olhos para o estado consciente. (caminho de retorno)

    

 * Você também pode fazer a experiência acompanhado do seu animal de estimação, ou de proteção.


 Restrições: A princípio não há restrições trata-se de um exercícios seguro.


Como efeito indesejado, pode ocorrer um excessivo cansaço. Afinal fisiologicamente o sono foi feito para o descanso do corpo e da mente. Tentar manter a consciência e a memória ativa durante o sono, exige um esforço grande do cérebro.

ANOTANDO TUDO O QUE SONHAMOS

Um método mais simples, mas que também necessita de empenho e dedicação.

FAÇA A SUA EXPERIÊNCIA:

Material necessário:

- Um caderno
- Um lápis
 
Mantenha ao lado da cabeceira da cama, um bloco de notas (caderno) e um lápis. Sempre ao acordar, anote tudo o que for possível sobre as lembranças dos seus sonhos. Isto reforça a memória temporária e mostra a importância que você está a dar ás lembranças do sono. O que facilitará sua memorização.


Com o passar do tempo, os seus relatos tornarão-se ricos em detalhes e as suas lembranças mais vívidas.

SIMBOLOGIA:
O véu multicolorido simboliza a primeira barreira entre o estado consciente e o inconsciente. Por vezes este estágio e descrito pelos videntes com a visualização de uma espécie de teia de aranha, com fios coloridos. Outras vezes são esferas coloridas que devem ser transpostas para se alcançar o outro lado. Este estágio pode ser simulado artificialmente com óculos psicotrônicos.
Portais, o avanço nos portais simboliza o grau de interiorização, de avanço entre as dimensões.
Muralha, proteção, local onde o espírito estará protegido.
Templo, proteção, aprovação divina.
Animais, muitos caminham pelo oculto com seus animais de estimação, que também podem assumir o papel de guia ou de guarda.


Notas: Em todo exercício oculto, a persistência  e a perseverança no treinamento está diretamente ligada aos resultados obtidos.

Aprender a Sonhar

APRENDER A SONHAR
 Sonhar também é algo que se aprende e requer prática e esforço se o quisermos levar a sério. Esta secção irá incluír artigos e informações úteis para: potenciar a capacidade de retenção mnésica dos sonhos; aumentar a probabilidade de obter lucidez durante um sonho; usar os benefícios do sonho de forma prática naquilo a que chamamos de "realidade consensual" e que é, nada mais nada menos, que a nossa vida vigil.

Recordar os Sonhos

Recordar os Sonhos



 Os sonhos podem reservar-nos experiências únicas, momentos incomparáveis de alegria e emoção, situações preciosas de insight psicológico; podem oferecer-nos lições acerca de nós próprios permitindo-nos um auto-conhecimento mais aprofundado. Contudo, nada disto nos servirá se não conseguirmos recordar esses mesmos sonhos, se não transportarmos essa matéria onírica para o “mundo dos objectos”.

Vamos supor que, por um motivo qualquer que não podíamos controlar, estávamos conscientes apenas nos dias pares do mês enquanto que nos dias impares mergulhávamos na escuridão, numa perda total de consciência… De certo modo é que isto que acontece com a larga maioria da população, numa alternância constante entre sono e vigília. Porque é que nos “desligamos” oito em cada 24 horas todos os dias?!
Cerca de 1/3 das nossas vidas é passado nesse estado de consciência que é o sono. Cerca de 20% desse terço é passado a sonhar, o que representa quase 8% do tempo total de vida de um Ser Humano. Assim, negligenciando os nossos sonhos perdemos anos e anos de possível experiência de vida.
Na verdade isto não precisa de ser necessariamente assim. Para que tal aconteça basta treinar a nossa memorização dos sonhos e a capacidade de os recordar.

A memorização dos sonhos torna-se complicada devido a uma série de factores que podem variar desde o próprio conteúdo dos sonhos até ao nosso modo de vida, passando ainda, evidentemente, pela qualidade da memória de cada indivíduo.
Por motivos que ainda não são totalmente conhecidos mas que poderão estar relacionados com a forma que natureza arranjou para garantir a sobrevivência do Homem, parecemos ter uma tendência natural para esquecer os sonhos. Este esquecimento “inato” parece ser acentuado ainda mais pelo estilo de vida ocidental, em que acordamos repentinamente com o som do despertador, saltamos da cama para não voltar a adormecer e começamos o dia num clima de urgência. Neste contexto, não é de admirar que na maior parte das pessoas os sonhos de esvaiam como fumo no ar.
À excepção de alguns afortunados, recordar os sonhos requer alguma dedicação e esforço. Contudo, reservando algum tempo do nosso dia a esta actividade poderemos aumentar consideravelmente a quantidade de sonhos por dia. Pessoalmente, antes de começar a dedicar alguma atenção aos meus sonhos recordava cerca de dois ou três por semana. Em seis meses passei a recordar, salvo raras excepções, pelo menos um por dia. Ao fim de 18 meses recordo dois ou três sonhos por noite mas há quem consiga, sem grande esforço, recordar sete ou mais sonhos por noite.

O que fazer então para aumentar a capacidade de retenção dos sonhos?

Um dos determinantes mais importantes na memorização dos sonhos é a motivação. Na maioria dos casos, aqueles que querem lembrar-se dos seus sonhos conseguem-no e aqueles que não o desejam não o conseguem (LaBerge, 2000). Para muitas pessoas, simplesmente ter a intenção de recordar os seus sonhos e lembrando isto a elas próprias enquanto adormecem é suficiente. Uma excelente forma de reforçar isto é criar um “diário” de sonhos e mantê-lo ao alcance para poder registar qualquer sonho que ocorra ao longo da noite. Á medida que vamos registando mais sonhos vamos ser capazes de recordar ainda mais. Ler os sonhos registados fornece um benefício adicional: quanto mais familiarizados ficamos com o que usualmente sucede nos nossos sonhos, mais facilmente será reconhecer um enquanto este ainda está a ocorrer e assim ficar lúcido no sonho.

Um método muito eficaz para desenvolver a capacidade de lembrar os sonhos é adquirir o hábito de perguntarmos a nós próprios, sempre que acordamos, “o que estava a sonhar?”. Este deve ser o primeiro pensamento a ter imediatamente após o acordar; de outra forma poderemos esquecer alguns detalhes ou mesmo o sonho completo devido à interferência de outros pensamentos. Não devemos desistir demasiado facilmente se nada for lembrado inicialmente, é necessário ser persistente e paciente no esforço para recordar: Não nos devemos mover nem pensar noutro assunto qualquer, os olhos devem permanecer fechados. Se assim for, provavelmente fragmentos do sonho surgirão. Contudo, se mesmo assim o sonho não for lembrado, podemos perguntar a nós próprios no que é que estávamos a pensar e sentir quando acordámos. Examinar os pensamentos e emoções desta forma pode fornecer as pistas necessárias para conseguir recordar o sonho na totalidade.

Há quem considere que comer muito à noite afecta a capacidade de recordar os sonhos pois as refeições grandes antes de deitar tornam o sono pesado e o conteúdo dos sonhos corre o risco de ser “contaminado” por uma digestão difícil.
É melhor também não deitar muito tarde pois quanto mais longa for a noite mais hipóteses haverá de se terem muitos sonhos e, portanto, de os recordar mais facilmente.
Se possível, dormir de costas será um bom hábito a adquirir pois nesta posição todos os órgãos estão livres. De barriga para baixo ou em posição fetal, o sonhador corre o risco de respirar com dificuldade ou de comprimir algum órgão ou membro, o que perturbará o sono e influenciará o conteúdo dos sonhos.

Desenvolver a capacidade de recordar os sonhos pode implicar, como na aprendizagem de qualquer competência, um progresso por vezes lento. É importante não perder a motivação e a perseverança se não formos bem sucedidos logo de início. Cada um de nós adquire esta mestria ao seu próprio ritmo mas virtualmente quase todos os que mantêm o esforço melhoram a sua habilidade neste campo.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Símbolos nos Sonhos

Símbolos nos Sonhos
Existe diversos jeitos de entender os sonhos. A melhor maneira de entendê-los é seguir o seu coração e a sua intuição.
Apresento uma lista com os símbolos mais comuns que aparecem nos sonhos.

Árvores: São símbolos da vida e também podem significar família.

Voar: É um símbolo clássico. Pode vir em forma de pássaros ou aviões, mas todos eles querem dizer liberdade.

Números: São bastante significantes. Cada número tem um significado diferente.

Morte: Geralmente não é sobre alguém que está morrendo. Pode significar o fim de uma fase da sua vida ou o fim de alguma coisa que não é mais útil para você.

Jardins: Representam como você está se sentindo no momento. Se você sonhou com um jardim, tente lembrar dos detalhes, como se parecia e se tinha muitas flores.

Cruzamento: Quer dizer que você tem muitos caminhos diferentes para você escolher e tomar na sua vida. Preste atenção nas placas que você vê no seu sonho, isso poderá ajudar você a tomar uma decisão.

Nascimento: Literalmente pode significar a chegada de um bebê mas também pode significar o começo de uma nova vida.

Prédios: Representam você mesmo. Se você tem sonhos com corredores e cômodos é porque você está tentando entender você mesmo.

Montanhas: Significam coisas que você mais deseja em sua vida. Também podem siginificar obstáculos que devem ser superados.
Comida e bebida: Aparecem em sonhos quase que sempre, mesmo estando sem fome ou sem sede. Significa que você precisa de alguma coisa extra em sua vida.

Mapas: Pode nos mostrar qual é o caminho que devemos tomar e também pode significar viagem pela frente.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

INTERPRETAR PESADELOS

                                        
                                                      



Em média, um terço da nossa vida é passado a dormir e uma parte do nosso sono é preenchido por sonhos que por vezes, são mais negros que a própria noite. São os nossos sonhos maus, mais conhecidos por pesadelos.

Para os entendidos, sonhos e pesadelos não acontecem por acaso. Muito pelo contrário, são reacções muito bem planeadas pelo inconsciente. É lá que guardamos muitos dos nossos medos, incertezas e dificuldades de viver, e é de lá que saem as reacções esse arquivo escondido. Reacções que se mascaram com o que de mais feio há na nossa mente! Mas, no fundo, ao aparecerem vestidas de monstros nocturnos, essas imagens não são mais que símbolos daquilo que tememos ou daquelas características menos positivas de nós próprios que, por alguma razão, ainda não conseguimos ultrapassar. Daí que enfrentar um pesadelo possa ser melhor política que andar a fugir dele, procurando constantemente ignorá-lo ou evitando interpretá-lo.
Infelizmente, não se encontra muita concordância entre os vários autores que investigam o significado genérico dos sonhos ou pesadelos. Diferentes explicações são apresentadas para sonhos idênticos, o que as torna pouco fiáveis. No entanto, e muito mais importante do que associar aquilo que sonhamos a resultados genéricos apresentados numa tabela algures, é tentar interpretar os nossos próprios sonhos, usando técnicas recomendadas por alguns especialistas.
O princípio fundamental é que saibamos descrever cada sonho com o maior detalhe possível. Para isso, é importante que o possamos lembrar quando acordamos. Para os mais fracos de memória, um bom exercício passa pela sua preparação, ainda antes de adormecer (preparando a mente para não esquecer nada do que venha a acontecer!) e recorrer à nossa memória assim que acordarmos, com um papel e caneta por perto, onde possamos escrever fielmente tudo o que ela tenha registado nessa noite. Antes de escrever, recomendam os especialistas, deixe-se ficar quieto durante um ou dois minutos para reconstruir a estrutura base do sonho. Só então deve lançar-se ao papel. Este exercício poderá não resultar da primeira vez, mas a sua prática levará a um maior domínio sobre aquilo que sonhámos.
Uma vez conhecido o enredo e as personagens do sonho, deverão então colocar-se as seguintes perguntas: "Onde/quando/quem/o que é que a imagem do sonho me lembra?"; "Se tivesse que explicar essa imagem a alguém que nunca a tivesse visto, como é que a explicaria?".
A associação de pessoas, situações ou acontecimentos ao enredo do nosso sonho, pode ser mais importante que o conteúdo por si só  Por exemplo, se existe no sonho uma casa a arder, interessa mais saber de quem é essa casa ou onde está, do que concentramo-nos demasiado nas chamas ou no fogo.
Depois de ter descrito o sonho, divida uma folha em duas colunas e do lado esquerdo escreva todas as imagens que recorda. Debaixo de cada uma, coloque as respostas às duas perguntas. Na coluna da direita, escreva aquilo que julga ser o significado do sonho ou pesadelo. Com o decorrer dos dias, compreenderá que a interpretação dos sonhos é mais eficaz quando olhar para eles de forma integrada, à medida que os for escrevendo em noites sucessivas e for encontrando elos de ligação entre eles. Curioso será reparar e analisar aquelas imagens que mais se repetem nos vários sonhos que vai tendo.

À medida que vamos conhecendo e dominando os nossos pesadelos/sonhos, vai-nos sendo possível iniciar técnicas de combate aos mais persistentes e que, de alguma forma, mais nos perturbam. De cada vez que formos capazes de enfrentar, e até vencer, os protagonistas dos nossos pesadelos, estamos a envolvermo-nos no nosso lado mais negativo e, consequentemente, a dar o primeiro passo para a sua transformação. 
Talvez por isso alguns especialistas acreditem que enfrentar o pesadelo possa ser tão útil quanto enfrentar os próprios problemas que lhes estejam na origem. Se um pesadelo persiste, há que conhece-lo bem para então dar início às técnicas de combate. 
Antes de dormir, é possível estimular defesas para a noite que se anuncia. É tudo uma questão de mentalização: antes de adormecer diga a si mesmo que não quer ver o seu sono perturbado pela presença de pesadelos, mas que no caso de eles se apresentarem serão duramente confrontados. Se nos pesadelos o seu agressor é o Drácula (o exemplo parece ridículo mas, na verdade sonhamos com coisas muito piores que o Drácula) prepare a sua mente para, durante o sono, lhe responder na mesma moeda, enfrentando-os combatendo-o.

Para além das técnicas, que nos ajudam a enfrentar o pesadelo, e da necessidade de compreender se está contida alguma mensagem do nosso inconsciente, existem outras formas de, simultaneamente, ir incentivando o seu desaparecimento.
Segundo os entendidos, dormir de barriga cheia pode ser causa de muitos pesadelos. Por isso recomenda-se que não faça refeições pesadas antes de se deitar. O truque pode ser não comer três horas antes de ir para a cama.
Outra razão aparentemente confirmada, é a ingestão de drogas. Segundo o Dr. William Dement, especializado nesta temática, até os comprimidos para dormir podem causar sonhos profundamente perturbados. Muitas pessoas que começam a tomá-los na tentativa de reduzir as insónias, acabam por precisar de doses cada vez maiores para continuarem a ser eficazes. Em alguns casos, a dependência torna-se tão evidente que, depois de algum tempo, já não conseguem dormir sem essa dose diária. Sem eles é normal que aconteça uma das duas coisas: uma total incapacidade de dormir ou, conseguindo dormir, uma provável ocorrência de pesadelos.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010






Encontre em si tal como a Natureza a sua constante Harmonia, e vai ver que se vai sentir muito mais ativo para o seu dia-a-dia. Pequenos passos como dar um passeio ao ar livre, um piquenique em família são óptimas escolhas para poder melhorar o seu estilo de vida. Aos poucos irá ver que a paz interior vai ajuda-lo a deixar de se preocupar. Deixando de ter pesadelos não por completo mas com pouca frequência os terá.
Um bocado pra saber como surgiu o conceito de SONHO :


A partir dos métodos de interpretação de sonhos surgidos no início do século, os sonhos perderam o seu status de mensageiros entre os deuses e a humanidade e tornaram-se mensagens entre o ego e o inconsciente.
Na Grécia antiga eles eram usados em rituais de cura nos templos de Asclépios onde a pessoa doente era colocada para dormir e lá permanecia até que um sonho revelasse a origem da doença, como também. um possível tratamento. Já na era Cristã, Artemidorus de Ephesus escreveu um manual de interpretação de sonhos, enfatizando-os como indicadores do futuro, em vez de considerá-los movimentos internos do processo de individuação do sonhador.
E quando em 1900 Freud escreveu "A Interpretação de Sonhos", as comunidades científicas e religiosas já haviam perdido a noção de que os sonhos tivessem qualquer significado. Logo após veio Jung que, depois de seu rompimento com Freud, por volta de 1913, procurou o seu próprio caminho na investigação do inconsciente ocupando-se com seus sonhos, fantasias e memórias de sua infância, dando forma a uma nova abordagem que ele veio a chamar de Psicologia Analítica. Naquela época ele começou a confrontar as figuras do inconsciente usando uma técnica de diálogo interno desenvolvida a partir dos seus experimentos de associação livre de palavras que mais tarde ele deu o nome de imaginação ativa; como também, a sua compreensão dos sonhos diferia daquela de material reprimido, e os colocava como representações autônomas inconscientes numa relação compensatória com o ego. Hall ressalta que os sonhos são uma declaração simbólica que carrega significados ainda não especificados, mas não é uma versão disfarçada de um material reprimido não aceitável.
Esta relação de compensação foi percebida e explicada através da observação de que o ego-onírico às vezes se comportava como o ego-acordado, mas que em muitas outras vezes ele agia diferentemente. É neste contraste que se apoia a função compensatória dos sonhos que traz à consciência um nova imagem do ego completamente diferente daquela de nossa consciência acordada. Isto é, o ego-onírico acaba desempenhando uma função inexistente na consciência, mas necessária ao desenvolvimento do ego-acordado. Como se fosse uma forma de chamar a atenção para alguma coisa ainda não desenvolvida e não percebida por nós.
É aí que entra em foco os chamados sonhos criativos que nos apresentam a idéia de que podemos trazer de nossos sonhos alguma coisa valiosa para nós mesmos, para nossas vidas ou mesmo para a sociedade. Um famoso exemplo desta experiência nos relata o químico alemão F.A. Kekulé, no final do século passado , um sonho que lhe veio em seu auxílio: "Eu virei a cadeira para a lareira e estava meio dormindo. Os átomos flutuavam diante de meus olhos... dançando e girando como cobras. E veja o que aconteceu! Uma das cobras mordeu o seu próprio rabo e a imagem girava diante de mim. Como um relâmpago eu acordei e passei o resto da noite trabalhando nas conseqüências desta nova hipótese". As conseqüências, como vocês sabem, foram a descoberta da fórmula do benzeno. E numa convenção científica em 1890 ele aconselhou: "Aprendam a sonhar, senhores".
Entre a maioria das nações indígenas americanas existem canções/poemas resultantes de algum sonho, passado por um alce, um búfalo ou por lobos. E estas canções acabam sendo adotadas por toda a tribo para refazerem o caminho de encontro com alguma divindade; um instrumento para se recriar uma experiência numinosa.
Na Malásia, o povo Senoi usava uma técnica de alterar o estado dos sonhos para usa-los para criar projetos que contribuíssem diretamente para um modo de vida individual e da comunidade. Eles eram uma sociedade pacífica que usavam os seus sonhos para criar harmonia e bem-estar em sua cultura. Este povo, mesmo cercado por outras culturas como a chinesa e Maometanas, criaram e desenvolveram cerimonias, instrumentos agrícolas, instrumentos musicais, canções e mudanças de hábito na alimentação e vestimenta; a partir de uma ação puramente criativa dos sonhos, uma vez que não existiam modelos ou referenciais nas culturas das colônias vizinhas.
Como o povo Senoi, várias outras fontes já nos deram dicas de como arranjar os sonhos, ou seja, como se tornar um sonhador acordado, ou trazer a consciência para o ego-onírico. Lucidez é o primeiro passo para o sonhador acordado. Escolher estar consciente de um objeto em particular e manter esta consciência através do sonho. A questão não é notar a similaridade com a vida acordada, mas perceber que as imagens no sonho são muito semelhantes ou totalmente diferentes daquelas da realidade acordada. Uma de cada vez, até tudo se tornar claro.
Castaneda relata que após anos de tentativas infrutíferas, ele finalmente conseguiu ver as suas próprias mãos. E conforme instruído por D. Juan, assim que esta visão começasse a se dissolver, ele deveria mudar para outra coisa; e assim por diante. E assim ele fez; "desviei o olhar para um prédio no fim da rua. Quando a visão do prédio começou a dissolver-se, focalizei minha atenção nos outros elementos do ambiente de meu sonho. O resultado final foi um quadro incrivelmente claro e complexo de uma rua deserta em alguma cidade estrangeira desconhecida". Deste modo o sonhar torna-se real, assim que se consegue colocar tudo em foco.
Mas esta vividez e clareza acabam se transformando em um grande obstáculo. A beleza das imagens tendem a nos aprisionar nesta realidade ilusória, nos afastando assim do próximo passo que seria aprender a viajar. Mover-se livremente através do espaço e tempo em um mundo distinto do mundo físico, mas ainda interpenetrado por ele.
Para este empreendimento devemos nos munir de uma estrutura capaz de nos prover de informações suficientes para dar sentido às experiências do estado onírico. Devemos ter em mãos pelo menos um plano de ação. Existem casos de pessoas que entraram espontaneamente nos sonhos conscientes, e sem aviso ou qualquer tipo de preparo permaneceram no nível da lucidez. Como também existem outros que se predisporiam a explorar o mundo onírico sozinhos e sem ajuda. Mas isto é, com certeza, totalmente desaconselhável. Precisamos de ajuda para compreendermos e sabermos responder de forma adequada a esta forma imaterial da realidade onírica.
Transferir a nossa consciência para o mundo onírico requer um cuidado especial para fazê-lo de maneira consciente e segura. Antes de qualquer empreendimento, devemos primeiro nos ocupar com a consciência. É como se tivéssemos de sentir a firmeza do solo onde pisamos, para podermos cravar a nossa ancora de segurança antes de nos lançarmos em um abismo sem fim. Pois é assim que o inconsciente vai sempre nos parecer.
O mundo dos sonhos é muito sutil, efêmero, abstrato e irreal. Não podemos acreditar nas imagens oníricas apenas quando elas nos parecem agradáveis, e quando elas são ruins, as relegarmos a apenas uma produção involuntária de nosso inconsciente sem o menor sentido.
Por toda esta falta de referência, ou por uma má orientação, não reconhecemos os nossos sonhos como algo real e digno de atenção. Os Tibetanos nos dizem que, para tomarmos um passo decisivo em direção à liberação dos infindáveis ciclos de morte e renascimento, devemos compreender melhor as ilusões do estado acordado antes de nos aventurarmos nas ilusões mais sutis do estado de sonhos. O que vivemos aqui é uma projeção de nossa realidade interna.
A nossa dificuldade na compreensão da natureza ilusória dos sonhos, se deve ao fato de igualarmos sua imaterialidade com irrealidade, em vez de reconhecermos esta imaterialidade como uma ilusão a ser penetrada. O desenvolvimento de uma maior consciência tanto na vida acordada quanto na de sonhos é um passo essencial na compreensão da relação entre estes dois mundos. Devemos buscar a consciência, completude ou inteireza, não só nos sonhos, como também em nossas vidas diárias.
Seria extremamente penoso e desastroso tentarmos desenvolver um só lado, seja ele qual for. Se nos empenhamos na evolução de uma consciência onírica sem darmos a devida atenção à nossa vida acordada, poderemos estar gerando um grande conflito. Sob uma perspectiva de crescimento, é sempre muito bom podermos ir em direção à novas fronteiras, mas sem abandonarmos o território já conquistado.
Devemos procurar o desenvolvimento de uma consciência integradora, não causal, para entendermos e integrarmos os eventos e visões, diurnas e noturnas. Se o objetivo maior é o equilíbrio psíquico, ou seja, maior integração entre consciência e inconsciente; lucidez nos sonhos requer também lucidez na vida acordada, onde ambas são um instrumento valioso para se alcançar este fim.


Existem muitos tipos diferentes de sonhos. As pessoas vêm estudando-os, tentando entendê-los e dividindo-os em grupos.

Sonhos criativos: Pessoas que têm sonhos criativos representam os seus sonhos através da pintura ou mesmo através de livros.

Sonhos lúcidos: As pessoas estão a sonhar, sabem que estão a sonhar e conseguem controlar o que está a acontencer como se estivessem direcionando um filme. Essas pessoas conseguem encontrar-se com outras pessoas pelos seus sonhos e depois quando acordam, descobrem que a pessoa com quem sonharam têve o mesmo sonho com as mesmas pessoas e as mesmas coisas.

Pesadelos: Sonhar com monstros, fantasmas significa que você está com medo de alguma coisa na vida real e que precisa de ser confrontado. Se você sonhou que está preso em algum lugar, isso significa que está preso a uma situação na vida real.

Sonhos previsíveis: São sonhos em que a pessoa que está a sonhar e alega que certos eventos irão acontecer no futuro.

Sonhos repetitivos: Se você sonha com a mesma coisa mais que uma vez, isso quer dizer que alguma coisa o está preocupando na vida real.

Sonhos sensuais: Todos nós sonhamos sobre sexualidade, especialmente quando estamos passando pela fase da puberdade. É perfeitamente natural sonharmos com esse tipo de coisas em qualquer estágio das nossas vidas.